O que eu gostaria de ser

televisao-com-antena-a-casa-a-sala-de-estar-1148127Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação com o título “O que eu gostaria de ser”. O tema era livre: as crianças poderiam ser um personagem, um objeto, uma pessoa ou um animal…

Já em casa quando corrigia as redações dos seus alunos, deparou-se com uma que a surpreendeu. O marido entrou na sala nesse momento e, vendo-a chorar, perguntou o que havia acontecido. Ela apenas lhe entregou a redação e pediu que lesse.

O marido começou a ler:

“Eu queria ser uma televisão. Quero ocupar o espaço dela, viver como ela vive.

Ter um lugar especial para mim e conseguir reunir a minha família ao meu redor.

Ser levado a sério quando falar, ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas.

E se eu estiver calado, quero receber a mesma atenção que a televisão recebe quando não funciona.

Ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo cansado.

Que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar.

Que os meus irmãos briguem para poderem estar comigo!

Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.

Por fim, como a televisão faz, quero poder divertir a todos de minha família.

Se eu fosse uma TV, eu viveria com a mesma intensidade que a televisão da minha casa vive.”

Ao terminar de ler, o marido emocionado diz para a esposa:
– Meu Deus, coitado desse menino… que pais que ele tem!
A professora olhou bem nos olhos do marido e disse chorando:
– Essa redação é do nosso filho!

Dar de si mesmo

menina8Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.
Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que frequentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.
Pensou… pensou… e resolveu:
– Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.
Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:
– Vou dar esse dinheiro a um mendigo!
A mãe, contudo, considerou:
– Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.
Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando…
– Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma ideia surgiu:
– Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.
Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:
– O que você vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha estufou o peito e informou:
– Vou dá-lo a alguém!
Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
–  Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.
Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.
– Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.
Nisso, ela viu uma colega da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.
Aproximando-se, perguntou gentil:
– O que você tem Raquel?
A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
– Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.
Laurinha respirou,  aliviada:
– Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
– Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.
Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
– A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.
A senhora abraçou a filha, satisfeita:
– Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.
Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.
– É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.

A casa de cada um!

shed-273499_960_720Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu. O anjo guardião o levou por várias alamedas e foi lhe mostrando as moradias…
Passaram por uma linda casa, com belos jardins. O homem rico perguntou:
– Quem mora ai? 
– É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou pensando: “Puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom.”
Logo em seguida surgiu outra casa, ainda mais bonita. Então, ele perguntou:
– E aqui, quem mora? O anjo respondeu:
– Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.
O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser, no mínimo, um palácio.
Estava ansioso por vê-la. Nisso, o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:
– Esta é a sua casa!
O homem ficou indignado! 
– Como é possível? Vocês sabem construir coisa muito melhor.
– Sabemos – respondeu o anjo – mas nós construímos apenas a casa. O material é selecionado e enviado por vocês mesmos. E foi esse o material que você nos enviou ao longo de sua vida.

Entender antes de discutir

BRIGAUma vez, quatro mendigos se encontraram por acaso em uma encruzilhada: um turco, um árabe, um persa e um grego. Para celebrar o encontro, decidiram fazer uma refeição juntos. Reuniram os poucos centavos que tinham, com o intuito de comprar algo para a comemoração. Mas aí chegaram a um impasse. O que comprar com o dinheiro? “Uzum”, disse o turco. “Ineb”, disse o árabe. “Inghur”, disse o persa. “Staphilion”, disse o grego. Cada um deles havia feito sua escolha num tom decidido, e logo todos estavam discutindo ferozmente, cada um defendendo que sua escolha era a melhor.

Nesse momento, passou por ali um sábio que conhecia todas aquelas línguas e revelou o absurdo da briga.

— Cada um de vocês está sugerindo a mesma coisa, só que com palavras diferentes: uvas!

Quantas vezes não nos inflamamos e saímos, de espada em punho, defendendo nossas opiniões, sem ao menos confirmar antes ou entender o que o outro está nos dizendo?

Se não entendeu, pergunte!

O exemplo vem de cima

ptxt1Conta uma história que três sapos estavam em uma lagoa quando ela começou a ferver. Um dos sapos resolveu sair da lagoa. Teoricamente, apenas dois sapos teriam morrido, mas não foi o que aconteceu. Os três morreram escaldados, pois o que resolveu sair apenas “resolveu” sair. Em vez de agir, permaneceu ali parado na lagoa.

Só resolver não adianta. Toda resolução exige uma ação para se tornar efetiva.

O primeiro passo para se iniciar um processo de mudança é o comprometimento do dirigente. É necessário que ele assuma a responsabilidade de mudar a empresa implantando uma nova filosofia de trabalho, demonstrando seu compromisso através de ações efetivas. Por isso ele precisa estar convicto e realmente preparado para enfrentar as resistências que ocorrerão durante o processo de mudança.

Para mudar é preciso mais do que resolver mudar; é preciso agir!

QUEIME SEUS BARCOS, FAÇA SUA TRAVESSIA

mudar_pessoaConta a história que o conquistador espanhol Hernán Cortez, ao chegar às ilhas caribenhas na Bahia de Cuba para conquistar as Américas, percebeu o terror estampado na face dos tripulantes da sua esquadra. Todos estavam muito preocupados com a reação dos selvagens. Os europeus temiam pela sua própria vida diante de um inimigo desconhecido.

Observando essa reação, Cortez não hesitou e ordenou a todos que queimassem todos os navios de sua esquadra. Com isso, mostrou toda sua confiança e a visão de que não tinham alternativa: era vencer ou vencer.

Esse gesto e seu simbolismo foram decisivos para o encorajamento de toda a tropa e o resultado final todos nós conhecemos: a conquista irremediável das Américas pela colônia espanhola e Hernán Cortez se transformando em herói nacional.

Independente de sua veracidade, essa história se configura em uma metáfora poderosíssima.

Muitas vezes em nossa vida, temos de queimar nossos navios e rumar para o novo. Muitas vezes, temos de ter atitudes corajosas rompendo velhos paradigmas e encontrando soluções até então não navegadas.

É óbvio que é uma decisão complexa, pois envolve muitos riscos. Sobretudo, riscos pessoais, emocionais e fantasmas que veem à tona. O fato concreto, no entanto, é que em muitas situações ao queimar nossos navios, nos vemos sem alternativas e isso nos impulsiona a alcançar aquilo que parecia impossível.

No final do dia, a realidade é que para que você assuma seu protagonismo, construa seus projetos e realizações pessoais não existe muita opção: é com você mesmo.

Não deixe de fazer o que for necessário para a realização de seus sonhos.

Citando o memorável Fernando Pessoa, “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer o velhos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Queime seus navios, encontre sua travessia e não ouse ficar a margem de si mesmo!

Lei do Caminhão de Lixo

CaminhaoLixoUm dia peguei um táxi…

Estávamos rodando na faixa certa,quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou por um triz do outro carro!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente.

Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.

E ele o fez de maneira bastante amável e amigável.

Indignada lhe perguntei:

— Porque você fez isto? Este cara quase arruina o seu carro e nos manda para o hospital!

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de:

A Lei do Caminhão de Lixo.

Ele explicou que:

Muitas pessoas são como caminhões de lixo.

Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas.

Fique tranquilo… respire

E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia.

A vida é muito curta, não leve lixo.

Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

“A vida é 10% o que você faz dela e 90% a maneira como você a recebe”!

Tenha um bom dia, livre de lixo!